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	<title>CPBrazil</title>
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	<description>Campanha de Promoção da Linguagem Brasileira</description>
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		<title>CPBrazil</title>
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		<title>Maracatu around the world</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Dec 2010 01:19:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cpbrazilblog</dc:creator>
				<category><![CDATA[quem promove nossa linguagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Nem só em Pernambuco vive o Maracatu. <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cpbrazilblog.wordpress.com&amp;blog=14000529&amp;post=224&amp;subd=cpbrazilblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;">na foto Maracatu Estrela Brilhante &#8211; Pernambuco</p>
<p>“Embebedadas pela percussão, dançam lentas, molengas, bamboleando levemente os quartos, num passinho curto, quase inexistente, sem nenhuma figuração dos pés. Os braços, as mãos é que se movem mais, ao contorcer preguiçoso do torso. Vão se erguendo, se abrem, sem nunca se estirarem completamente no ombro, no cotovelo, no pulso, aproveitando as articulações com delícia, para ondularem sempre. Às vezes, o torso parece perder o equilíbrio e lentamente vai se inclinando para uma banda, e o braço desse lado se abaixa sempre também, acrescentando com equilíbrio o seu valor de peso, ao passo que o outro se ergue e peneira no ar numa circulação contínua e vagarenta&#8230;”</p>
<p>Assim Mário de Andrade descreveu a dança das yabás (baianas) do Maracatu em seu livro <em>Danças Dramáticas do Brasil II</em>. O olhar estrangeiro de um paulista revelando ao resto do Brasil o que há no Brasil. E felizmente, essa manifestação cultural da música folclórica pernambucana afro-brasileira ganhou o mundo e hoje pode ser encontrada do Yapok ao Chuí, acima e abaixo da linha do equador.</p>
<p>Esta manifestação é formada por uma percussão que acompanha um cortejo real. Como a maioria das manifestações populares do Brasil, é uma mistura das culturas índigena, africana e européia. Surgiu em meados do século XVIII. Foi criada para formar uma crítica as cortes portuguesas.</p>
<p>Mas porquê uma tradição como esta poderia interessar e ser reproduzida em países de culturas tão distintas da nossa?   Para entender como ela se reproduz,  a CPBrazil conversou com representantes do Maracatudo Mafuá e Maracatu Estrela do Norte, da Inglaterra; Maracatu New York, dos Estados Unidos; e Maracatu Toca Brasa, da França. A nossa conversa começou com Mariana Pinho, uma brasileira à frente de um grupo de maracatu na Inglaterra.</p>
<p><a href="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/mariana-pinho.jpg"><img class="size-medium wp-image-231 alignleft" title="mariana pinho" src="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/mariana-pinho.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>MARIANA PINHO (Maracatudo Mafuá) nascida em Brasília e “crescida” no Rio de Janeiro. Como boa sagitariana, sempre em busca de desafios, em 2004 mudou-se para Inglaterra levando consigo seu artesanato. Suas coloridas Bolsas de Balão a levaram para acima da linha do equador. Em Londres é recebida pela London School of Samba onde passa a trabalhar como figurinista e dançarina.  A partir daí começa a dar aulas e participar de shows. “Ter nascido em Brasília me ensinou a admirar a diferença. Quando Alfredo Belo me levou num terreno de terra vermelha na cidade satélite Ceilandia para ver Nação Pernambuco fui iniciada no Maracatu. Hoje Alfredo Belo tem um selo próprio chamado Mundo Melhor, que trabalha com as tradições populares“.</p>
<p>A escolha do nome do grupo na verdade é uma grande homenagem. Maracatudo vem de “Maracatudo Nação Camaleão”, de Pernambuco, que apadrinha o grupo de Londres. E a homenagem não pára por aí, já que uma vez por ano o grupo coordenado por Mariana arrecada fundos para enviar ao padrinho. A escolha se deu também porque o grupo pretende trabalhar outros ritmos, apresentando assim, outras influências. Já o nome Mafuá foi escolhido por ter sido o nome da loja de sua mãe na Tijuca, e por significar um amontoado de coisas e pessoas. Outro significado para mafuá é “confusão alegre”, aquela encontrada em feiras e mercados. E também na casa de Mariana, onde acontecem os ensaios e são confeccionadas as fantasias.<a href="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/mafua-b-day.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-232" title="mafua b day" src="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/mafua-b-day.jpg?w=640&#038;h=226" alt="" width="640" height="226" /></a></p>
<p>O grupo criado em agosto de 2009 teve seu primeiro show na primeira edição do Brazilian Day, e desde então marca presença nos principais eventos de brasileiros em Londres  como SouthBank Brazil Festival, Brazilian Day II, World Cup Games Jungle Drums, em locais da cena jovem como Favela Chic, Camino,Dingwalls, Norwich Arts centre, Desfile de rua  em Folkestone, no Centro de Carnaval em Luton e em Festivais Locais como Brockley Max e  Ping Brazil. O Maracatudo Mafuá encerrou o ano de 2010 com um show inovador, através do projeto Masters Nation, onde puderam dividir o palco do Favela Chic com os Mestres Afonso ( Maracatu Nação Leão Coroado) , Mestre Arlindo (Maracatu Nação Cambinda Africando) , Mestre Gilmar (Maracatu Nação Estrela Brilhante de Igarassu) e Natty, cantor inglês.  Este projeto levou três mestres a quinze cidades da Europa e reuniu vinte e dois grupos de maracatu de todas as partes.</p>
<p>“as pessoas se encantam com o maracatu por ter uma força e ao mesmo tempo uma sutileza de movimentos, especialmente para aqueles que não se identificam com os ritmos brasileiros mais populares como samba e os ritmos da Bahia. Além de ter referências mais próximas da européia. Os batuqueiros da Irlanda, são um exemplo disso, que traçaram um paralelo entre as alfaias e os tambores tradicionais irlandeses. Coisa de ficar boquiaberto mesmo!”.</p>
<p>Anualmente Mariana retorna ao Brasil para se reciclar e através da associação Gandaia Arts promove projetos educacionais, shows e cursos por toda a Europa. O grande projeto para este ano é promover em junho a segunda edição do Masters Nation  em parceria com a Beat Carnival na cidade de Belfast. No mesmo solo de Mariana encontramos&#8230;</p>
<p><a href="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/sam-com-abe.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-238" title="sam com abe" src="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/sam-com-abe.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a>SAM ALEXANDER (Maracatu Estrela do Norte),</p>
<p>nascido e “crescido” inglês. Sam trabalha como educador numa instituição para jovens infratores. Fundou o primeiro grupo de maracatu de baque virado da Inglaterra. E seu primeiro contato com uma expressão tipicamente brasileira se deu através de um chileno:</p>
<p>“eu tinha uns 15 anos, era punk, rebelde, usava roupas pretas e um dia um chileno me deu carona na estrada. Ficamos amigos e ele me levou para a London School of Samba. Depois disso comecei a me interessar pelas coisas do Brasil”.</p>
<p>Até que em 1991 ele fez as malas e foi parar em Olinda. Agora com outro figurino, outra sonoridade. Não era mais punk, mas sambista. Chegou a gravar com o Zé da Flauta, um importante músico da cena pernambucana.  Passou também por Salvador e Recife, onde conheceu outro dos nossos ritmos, o Maracatu.</p>
<p>Voltando à Inglaterra funda seu próprio grupo de maracatu, uma vez que ainda não havia nenhum outro. Hoje o Maracatu Estrela do Norte tem de trinta a quarenta integrantes, entre eles apenas dois brasileiros. Sam diz que a participação dos brasileiros é pequena porque eles não vão para a Inglaterra tocar música brasileira, a menos que sejam profissionais. O Maracatu Estrela do Norte participa todos os anos do Notting Hill Carnival (o carnaval de Londres, que acontece no mês de agosto).</p>
<p><a href="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/maracatu-nhc-panorama.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-239" title="maracatu NHC PANORAMA" src="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/maracatu-nhc-panorama.jpg?w=640&#038;h=168" alt="" width="640" height="168" /></a> Para Sam o maracatu é algo meio espiritual, o toque é a coisa mais bonita, é livre. Acredita que é difícil para os estrangeiros entenderem a manifestação e o ritmo porque é menos óbvio que o samba que tem uma divisão rítmica mais próxima da música européia. Diz também que quem promoveu o maracatu na Inglaterra foi Chico Science.</p>
<p>A previsão é que, até agosto deste ano, o Maracatu Estrela do Norte tenha sede própria. Não muito distante dali, na França&#8230;</p>
<p><a href="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/cc3a9line.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-242" title="céline" src="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/cc3a9line.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>CÉLINE BATATINHA (Maracatu Toca Brasa), que nasceu numa cidade francesa com dois mil habitantes chamada Reuilly.</p>
<p>Seu contato com a música brasileira se deu quando mudou de sua cidade e foi trabalhar em Orléans. Um dia voltando do trabalho escutou uma batucada na rua. Guiada pelo ritmo apaixonou-se pelo que viu e ouviu. E assim começou a tocar samba com o grupo Batucada.</p>
<p>O mestre do grupo, que amava música brasileira e trabalhava na produção de shows como Songo, Renata Rosa, Silvério Pessoa, Coco Raizes de Arcoverde, seu Luis Paixão, Mestre Ambrosio, Valdir Santos, Banda Eddie, entre outros, deu a oportunidade de Céline conhecer vários músicos brasileiros.</p>
<p>“Eu escutava a maneira deles falarem do Brasil… nunca tinha ouvido alguém falar do próprio país com tanta paixão, e assim me apaixonei também pelo povo brasileiro  e pelo português. Muitas razões para ter  um só objetivo : ir pro Brasil!”.</p>
<p>Desde 2000 tocando samba, o Batucada desejava enveredar por músicas mais tradicionais, como define Céline. Então, em 2004 ela faz sua segunda viagem para Recife quando então é apresentada ao maracatu pelo grupo Batuque Usina.</p>
<p>“Foi nessa época que a gente organizou uma viagem com os membros da Associação Batukando. Comecei a tocar na Usina e quando o resto da turma chegou a gente fez uma semana de oficina. Na volta montamos o grupo de maracatu Toca Brasa (Bloco Doido na época)”.</p>
<p><a href="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/toca-brasa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-243" title="toca brasa" src="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/toca-brasa.jpg?w=640&#038;h=425" alt="" width="640" height="425" /></a></p>
<p>Nunca houve por parte do grupo o desejo de tentar fazer algo “tradicional” porque acham que o público não está pronto para escutar duas horas só de maracatu.</p>
<p>Eles acreditam que ter calungas, rei, rainha descontextualiza a manifestação porque não faz parte da cultura local.</p>
<p>“Tem as ligações com a religião que a gente não entende realmente…<strong> </strong>O publico gosta da diferença de ritmos, danças, energias…  a qualidade da música é primordial, mas também a energia, o prazer que a gente tem tocando é que agrada o público”.</p>
<p>Hoje o Toca Brasa ensaia três horas semanais, sempre às quintas-feiras. Ninguém é profissional e para Céline este é o segredo: amigos tocando juntos por prazer. Ela conta que há uma verdadeira paixão e sede de aprender mais sobre o Brasil.</p>
<p>“Tem seis pessoas que viajam mais de duzentos quilômetros pra ensaiar toda quinta, além dos ensaios tem os shows, reuniões, é muita dedicação”.</p>
<p>Na Associação Batukando, além do Maracatu Toca Brasa, há uma série de outras atividades relacionadas à cultura brasileira. O objetivo do grupo é tocar, tocar, tocar e ampliar o repertório além de introduzir coreografias. Embora os grupos de maracatu não sejam muito conhecidos na França, ela diz que a receptividade é boa porque há curiosidade em saber mais sobre instrumentos desconhecidos, escutar música em português, ver danças tradicionais. Muitos não acreditam que este ritmo venha do Brasil, porque conhecem apenas samba. Enquanto isso, em outro continente, intuindo que o Brasil deveria ter mais que samba, encontramos…</p>
<p><a href="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/scott.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-246" title="scott" src="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/scott.jpg?w=200&#038;h=300" alt="" width="200" height="300" /></a></p>
<p>SCOTT KETTNER (Maracatu New York), nascido e criado na Flórida. No Brasil já passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, onde foi morar para aprender maracatu. Mas foi em Nova Iorque, onde mora atualmente, que descobriu a música brasileira.</p>
<p>Cursando jazz na universidade foi apresentado ao samba por uma professora alemã. Lá teve aulas de percussão com o conceituado baterista Billy Hart que falava muito sobre samba e bossa nova.</p>
<p>“Fiquei apaixonado pela música brasileira.Comecei a ouvir Milton Nascimento e vários outros músicos. Depois de dois anos estudando, comecei a pensar que o Brasil é muito grande e devia ter outros ritmos. Não pode ser só samba e bossa nova. Então cheguei em uma aula do Billy e perguntei se havia outro ritmo que eu poderia estudar. Ele respondeu que sim, o maracatu. Pedi para ele me mostrar, foi quando ele disse: `Eu não sei tocar, mas esse ritmo é muito massa. Você tem que ir lá aprender, depois volta para me ensinar`. Foi através do maracatu que descobri o Brasil.”</p>
<p>Seguindo o conselho de Billy, Scott parte para o Brasil. Sua primeira visita foi em 1999. Em 2000 foi morar em Recife onde conheceu Jorge Martins da Nação Estrela Brilhante, que segundo ele, foi um grande mentor em sua vida, apresentando-lhe além do maracatu, ciranda, forró, coco, candomblé.</p>
<p>Jorge tem uma escola chamada Corpos Percussivos e recebeu Scott em sua casa, numa favela de Recife. Dessa troca nasce a idéia do Nation Beat, um apresentando ao outro sua cultura, sua música. Perceberam que tinham muito em comum. Nation Beat é uma mistura das influências musicais brasileiras e norte-americanas.</p>
<p>“Sempre que se fala em Nation Beat a ênfase está na mistura, mas se você pensar no jazz, no blues, no chorinho, no samba, e no próprio maracatu vai perceber que todos nascem da mistura. Se não fossem os europeus com as nações da África não teria maracatu, não teria samba, não teria choro, não teria jazz, não teria Brasil ou Estados Unidos. Tudo é uma mistura. Isso é importante relembrar quando se fala das novas bandas que estão fazendo mistura com tal e tal, porque tem muitas pessoas que são prisioneiras da tradição. Vamos continuar esse diálogo com as culturas e continuar criando. Porque é a evolução da música.”</p>
<p>Scott volta para Nova Iorque e começa a dar aulas com uma alfaia, uma caixa, um gonguê e um abê. Mas ele não estava satisfeito, achava que os alunos precisavam entender que maracatu é uma cultura, assim organizou um grupo com vinte alunos e no carnaval de 2005 vieram para o Brasil. E foi esse grupo que deu origem ao Maracatu New York, o primeiro grupo de maracatu dos Estados Unidos.</p>
<p><a href="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/maracatu-ny.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-263" title="maracatu ny" src="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/maracatu-ny.jpg?w=640" alt=""   /></a></p>
<p>Outro grupo de alunos retornou em 2007.  Hoje são aproximadamente vinte tambores, mais de cem alunos e vários grupos de maracatu espalhados pelos Estados Unidos. Duas vezes por ano ele viaja pelo país dando aula nas universidades. Para o ano de 2011 está programada a gravação do  CD do Maracatu New York.</p>
<p>Apresentamos apenas algumas personalidades que promovem a cultura brasileira através do maracatu. O que eles tem em comum, além da música, é a força que os impulsiona: paixão. Que é própria da nossa cultura.</p>
<p>Esperamos mais para eles em 2011. E agradecemos!</p>
<p><a href="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/06/sorte6.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-30" title="sorte" src="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/06/sorte6.jpg?w=640" alt=""   /></a> CPBrazil</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/maracatu-estrela-do-norte1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-269" title="maracatu estrela do norte" src="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/maracatu-estrela-do-norte1.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><a href="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/bb-e-alfaia2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-270" title="bb e alfaia" src="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/12/bb-e-alfaia2.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Siga-os nos links abaixo</p>
<ul>
<li><a href="http://gandaia.org/page4.htm" target="_blank">Maracatudo Mafuá</a></li>
<li><a href="http://www.maracatu.co.uk/" target="_blank">Maracatu Estrela do Norte</a></li>
<li><a href="http://le-maracatu.blogspot.com/" target="_blank">Maracatu Toca Brasa</a></li>
<li><a href="http://www.maracatuny.com/" target="_blank">Maracatu New York</a></li>
</ul>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align:center;" colspan="2" width="576" valign="top"><strong>Alguns grupos de maracatu fora do Brasil</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="196" valign="top"><strong>PAÍS</strong></td>
<td width="380" valign="top"><strong>GRUPO</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="196" valign="top"><strong>FRANÇA</strong></td>
<td width="380" valign="top">
<ul>
<li>Toca Brasa</li>
<li>Toda Nação</li>
<li>Tambores Nago</li>
<li>Maracatu Nacao Oju Oba</li>
<li>Maracatu Macaíba</li>
<li>Onda Maracatu</li>
<li>Maracatu Zuou</li>
<li>Toda Nação</li>
<li>Amanita Muscaria</li>
<li>Maracatu Malicioso</li>
<li>Brasil Volcanique</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="196" valign="top"><strong>UK   AND IRELAND</strong>&nbsp;</p>
<p><strong> </strong></td>
<td width="380" valign="top">
<ul>
<li><em>Dublin e   Belfast </em> &#8211; Maracatu Ilha   Brilho</li>
<li><em>Manchester</em> &#8211; Maracatu Juba do Leão</li>
<li><em>London</em> &#8211; Maracatudo Mafua, Maracatu   Estrela do Norte, Maracatu Pé de Jurema</li>
</ul>
<ul>
<li><em>Oxford</em> &#8211;  Sol Samba</li>
<li><em>Brighton</em> – Maracatu Cruzeiro do Sul</li>
<li><em>Ipswich</em> – Maracatu Bafo de Onça</li>
<li><em>Escócia</em> – Maracatu Escócia</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="196" valign="top"><strong>SUÉCIA</strong></td>
<td width="380" valign="top">
<ul>
<li><em>Estocolmo</em> &#8211; Baquetum</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="196" valign="top"><strong>ALEMANHÃ</strong></td>
<td width="380" valign="top">
<ul>
<li>Maracatu Baque Forte</li>
<li>Maracatu Girafinha</li>
<li>Maracatu Cologne</li>
<li>Maracatu Sterne derElbe</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="196" valign="top"><strong>ITÁLIA</strong></td>
<td width="380" valign="top">
<ul>
<li>Maracatu Estrela do Boi</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="196" valign="top"><strong>ESPANHA</strong></td>
<td width="380" valign="top">
<ul>
<li><em>Barcelona</em> -Maracatu Mandacaru</li>
<li><em>Madrid </em>- Maracatu FM</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="196" valign="top"><strong>USA</strong></td>
<td width="380" valign="top">
<ul>
<li>Maracatu New York</li>
</ul>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
<tr>
<td width="196" valign="top"><strong>CANADA</strong></td>
<td width="380" valign="top">
<ul>
<li> <em>Ontário</em> &#8211; Baque de Bamba</li>
<li><em>Toronto</em> – Maracatu Nunca Antes</li>
</ul>
<p>&nbsp;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong><span style="font-size:small;"><span style="line-height:normal;">AGRADECIMENTOS</span></span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size:x-small;"><span style="line-height:normal;">- Claudia Alves Fabiano</span></span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size:x-small;"><span style="line-height:normal;">- Sam Alexander e Mariana Pinho (por colaborarem com a matéria enviando a relação de grupos de maracatu)</span></span></strong></p>
<p><a href="http://gandaia.org/page4.htm" target="_blank"></a></p>
<p><a href="http://www.maracatu.co.uk/" target="_blank"></a></p>
<p><a href="http://le-maracatu.blogspot.com/" target="_blank"></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cpbrazilblog.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cpbrazilblog.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cpbrazilblog.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cpbrazilblog.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cpbrazilblog.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cpbrazilblog.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cpbrazilblog.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cpbrazilblog.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cpbrazilblog.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cpbrazilblog.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cpbrazilblog.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cpbrazilblog.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cpbrazilblog.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cpbrazilblog.wordpress.com/224/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cpbrazilblog.wordpress.com&amp;blog=14000529&amp;post=224&amp;subd=cpbrazilblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">maracatu estrela brilhante</media:title>
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			<media:title type="html">mafua b day</media:title>
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			<media:title type="html">sam com abe</media:title>
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			<media:title type="html">maracatu NHC PANORAMA</media:title>
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			<media:title type="html">céline</media:title>
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			<media:title type="html">scott</media:title>
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			<media:title type="html">sorte</media:title>
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			<media:title type="html">bb e alfaia</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Fórum Internacional de Geopolítica da Cultura e Tecnologia</title>
		<link>http://cpbrazilblog.wordpress.com/2010/11/17/forum-internacional-de-geopolitica-da-cultura-e-tecnologia/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Nov 2010 14:08:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cpbrazilblog</dc:creator>
				<category><![CDATA[pauta do dia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cpbrazilblog.wordpress.com/?p=205</guid>
		<description><![CDATA[Entre os dias 11 e 13 de novembro, na Cinemateca Brasileira, foi realizado o Fórum Internacional Geopolítica da Cultura e da Tecnologia, que teve a curadoria de Gilberto Gil e do professor Laymert Garcia dos Santos. O encontro partiu de duas questões: Onde estamos, para onde vamos?<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cpbrazilblog.wordpress.com&amp;blog=14000529&amp;post=205&amp;subd=cpbrazilblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os dias 11 e 13 de novembro, na Cinemateca Brasileira, foi realizado o Fórum Internacional Geopolítica da Cultura e da Tecnologia, que teve a curadoria de Gilberto Gil e do professor Laymert Garcia dos Santos, do Instituto de Filosofie e Ciências Humanas (IFCH).</p>
<p>O encontro partiu de duas questões: Onde estamos, para onde vamos?</p>
<p>&#8220;(&#8230;) A discussão sobre o (des) equilíbrio de forças no mundo já está repercutindo nas esferas dos discursos diplomático, político, militar e econômico que elaboram o novo sentido da realidade brasileira.  Mas o que se passa no campo da cultura? (&#8230;) A relação entre geopolítica e cultura, o sentido geopolítico da cultura é,  a nosso ver, central para a construção de uma estratégia consistente (&#8230;) Para que haja sinergia positiva entre política, cultura, tecnologia e ambiente uma geopolítica fundada no reconhecimento dos saberes e do saber-fazer dos povos, sem hierarquizações, é pressuposto.&#8221;</p>
<p>Texto retirado do Conceito de apresentação do Fórum , para lê-lo na íntegra veja o site <a title="Geopolítica da Cultura" href="http://www.geopoliticadacultura.org.br/" target="_blank">Geopolítica da Cultura</a>.</p>
<p>Veja trechos do encontro no <a title="CANAL CPBrazil " href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=BAB922DB68F8C92A" target="_blank">Canal CPBrazil </a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cpbrazilblog.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cpbrazilblog.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cpbrazilblog.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cpbrazilblog.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cpbrazilblog.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cpbrazilblog.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cpbrazilblog.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cpbrazilblog.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cpbrazilblog.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cpbrazilblog.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cpbrazilblog.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cpbrazilblog.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cpbrazilblog.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cpbrazilblog.wordpress.com/205/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cpbrazilblog.wordpress.com&amp;blog=14000529&amp;post=205&amp;subd=cpbrazilblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">forum geopolitica da cultura</media:title>
		</media:content>

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			<media:title type="html">cpbrazilblog</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Site no ar!</title>
		<link>http://cpbrazilblog.wordpress.com/2010/11/07/site-no-ar/</link>
		<comments>http://cpbrazilblog.wordpress.com/2010/11/07/site-no-ar/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Nov 2010 17:20:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cpbrazilblog</dc:creator>
				<category><![CDATA[diario de bordo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cpbrazilblog.wordpress.com/?p=166</guid>
		<description><![CDATA[CPBrazil em parceria com a  Evoé Comunições lança o site da campanha. <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cpbrazilblog.wordpress.com&amp;blog=14000529&amp;post=166&amp;subd=cpbrazilblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cpbrazilblog.files.wordpress.com/2010/11/cpbrazil1.jpg"><br />
</a>A CPBrazil em parceria com a Evoé Comunicações acaba de publicar o site da campanha que tem como endereço www.cpbrazil.com.br</p>
<p>A parceria foi fundamental pois, com a assessoria da Evoé,  conseguimos projetar um espaço virtual que atende as necessidades atuais do projetos em desenvolvimento.</p>
<p>Pedimos à Evoé um cartão de visitas online, e o resultado final superou nossas expectativas.</p>
<p>Sucesso nos projetos futuros e</p>
<p>Evoé!</p>
<p>veja o site no link abaixo</p>
<p><a title="CPBrazil" href="http://www.cpbrazil.com.br/" target="_blank">CPBrazil</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cpbrazilblog.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cpbrazilblog.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cpbrazilblog.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cpbrazilblog.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cpbrazilblog.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cpbrazilblog.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cpbrazilblog.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cpbrazilblog.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cpbrazilblog.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cpbrazilblog.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cpbrazilblog.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cpbrazilblog.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cpbrazilblog.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cpbrazilblog.wordpress.com/166/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cpbrazilblog.wordpress.com&amp;blog=14000529&amp;post=166&amp;subd=cpbrazilblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">cpbrazil</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Um novo xodó &#8211; Revista PIB</title>
		<link>http://cpbrazilblog.wordpress.com/2010/06/11/revista-pib/</link>
		<comments>http://cpbrazilblog.wordpress.com/2010/06/11/revista-pib/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 18:48:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cpbrazilblog</dc:creator>
				<category><![CDATA[diario de bordo]]></category>
		<category><![CDATA[na imprensa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://cpbrazilblog.wordpress.com/?p=86</guid>
		<description><![CDATA[Cresce o número de estrangeiros que estudam português<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cpbrazilblog.wordpress.com&amp;blog=14000529&amp;post=86&amp;subd=cpbrazilblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Hannah Mallinckrodt, nos jardins do King´s  College, de Londres: &#8216;Adoro dançar o forró&#8217;</strong></p>
<p>Como efeito colateral  da crescente exposição do Brasil na mídia internacional, o “brasileiro”,  ou o “Brazilian Portuguese”, vem ganhando adeptos mundialmente. O  interesse global, antigamente alimentado apenas por música e esportes,  ganhou novo alento com a presença relevante do país entre os chamados  Brics e pela escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de  2016 e do Brasil para a Copa do Mundo de Futebol de 2014.</p>
<p>O Brasil, que quase só  comparecia no noticiário internacional por causa de mazelas da  distribuição de renda e outros males da estagnação, agora frequenta o  noticiário positivamente. Os americanos não confundem mais a capital  brasileira com Buenos Aires, como no passado. Até ensaiam uma  familiaridade com a língua portuguesa, adotando algumas palavras sem  traduzi-las, como fez recentemente o Wall Street Journal num artigo  sobre o futebol brasileiro: “The paradinha (pronounced par-a-JEEN-ya) is  a technique of taking a penalty kick designed to throw off the  goalkeeper’s timing”. Além do interesse despertado espontaneamente pela  maior presença do Brasil no noticiário, também o Ministério das Relações  Exteriores busca incentivar o aprendizado do português. Atualmente, o  departamento cultural do Itamaraty coordena e remunera as atividades de  53 leitorados, nome dado aos professores que recebem subsídios do  ministério para trabalhar no exterior. Em 2008, eles eram 45 em 36  países (eram 30 em 2006). No ano passado, o Itamaraty registrou 27 292  estudantes matriculados em todo o mundo. A expansão da rede de  leitorados é um bom exemplo do êxito dessa modalidade de promoção da  língua portuguesa e da cultura brasileira. Ela atinge uma parcela  qualificada das populações locais, em especial no âmbito das comunidades  acadêmicas e formadoras de opinião.</p>
<p>Como não poderia deixar  de ser, o “Brazilian Portuguese” também está presente nas redes sociais  da internet, verdadeiros dínamos disseminadores de modismos – mas  também de serviços muito práticos. No Facebook, a maior dessas redes,  acaba de ser criado um grupo chamado Learn Brazilian Portuguese que, em  poucas semanas, já conta com quase 700 membros de todas as partes do  mundo. Um levantamento entre os usuários sobre as razões de seu  interesse no português brasileiro revela motivações variadas. Entre os  adeptos figuram garotas apaixonadas pela música ou capoeira, estudantes  que se preparam para o trabalho acadêmico de campo no Brasil e  profissionais em busca de oportunidades de negócio. A professora Megwen  Loveless, uma das criadoras do grupo Por aqui, também dedicado à  propagação do idioma, fez seu doutorado sobre forró e hoje leciona  português em Princeton, em Nova Jersey, uma das universidades de elite  dos Estados Unidos.</p>
<p>O interesse pela  cultura brasileira foi captado quase que no ar pela dramaturga paulista  Jhaira, nome artístico que significa “rio de mel” em tupi. “É coisa de  índio mesmo, sem sobrenome”, ela brinca. Após uma temporada de imersão  na dramaturgia britânica, em Londres, Jhaira passou a coordenar o  projeto Com a palavra, um programa na internet que se propõe a unir  plateias em países diferentes por meio do português. O projeto conta com  o apoio entusiasmado do King’s College, instituição que figura entre as  25 melhores universidades do mundo e é a quarta mais antiga da  Inglaterra. De fato, é no ambiente acadêmico que essa tendência pode ser  notada mais claramente. Em 2002, a Universidade de Georgetown, em  Washington, tinha apenas 70 alunos de português por ano. Hoje, esse  número aumentou para mais de 200. De acordo com Bryan McCann, diretor do  Programa de Estudos Brasileiros da universidade, a crescente presença  do Brasil no cenário internacional vem aumentando o interesse pelo país.  “Tivemos de nos adequar a essa demanda crescente”, diz Bryan.  “Atualmente, oferecemos três cursos para estudantes de graduação e  pós-graduação sobre cultura, política e história brasileira, e ainda  cinco turmas de português.”</p>
<p>No passado, gerações  dos chamados brazilianists costumavam concluir o curso sem nem ao menos  dominar a língua portuguesa, pois assistiam a todas as aulas em inglês.  Isso não acontece mais na Georgetown: “Somos a única universidade  americana que oferece aulas de história e política brasileira em  português”, gaba-se Bryan. Uma das mais destacadas universidades  norte-americanas, particularmente na área de relações internacionais, a  Georgetown é uma espécie de celeiro da política internacional e  diplomacia norte-americanas. Tem cerca de 6 mil alunos em seus cursos de  graduação e outros 1 500 matriculados em pós em relações  internacionais.</p>
<p>O interesse por nosso  idioma estende-se ao Canadá, outra ilha da excelência internacional.  Andréa Pacheco Pacífico, professora de Direito e Relações Internacionais  no Brasil na York University, Toronto, testemunha: “A crescente  importância do Brasil nos fóruns internacionais desperta cada vez mais a  vontade de estrangeiros de conhecer o país”, ela diz. São estudantes  interessados em fazer negócios com o país, aprender a cultura brasileira  e, especialmente, o idioma. Como há pouca informação em inglês para o  estudo de determinadas áreas, os acadêmicos começam seu aprendizado pela  língua, a fim de poderem ler obras publicadas em português no original.  Uma das alunas de Andréa, focada em estudos de Direitos Humanos, fez um  curso sobre movimentos sociais na América Latina e decidiu escrever sua  monografia final sobre o Movimento Brasileiro dos Trabalhadores sem  Teto (MTST). Mas não encontrou nada escrito em inglês. “Por conta dessa  lacuna, ela começou a estudar o português, para aprender mais sobre os  movimentos sociais no Brasil”, diz Andréa. A York University é a  terceira maior universidade do Canadá, com mais de 47 mil alunos de  graduação e 6 mil alunos de pósgraduação.</p>
<p>No outro lado do  Atlântico, o epicentro do interesse pelo português está no  tradicionalíssimo King’s College. Sediado no centro de Londres, a  instituição tem mais de 21 mil alunos de 140 países e acaba de assinar  um convênio com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo  (Fapesp), com vistas à cooperação e ao intercâmbio de pesquisas  acadêmicas.</p>
<p>Mitchell Cutmore, 20  anos, aluno do segundo ano da licenciatura em português e alemão,  namorou várias línguas estrangeiras até se deparar com sua paixão pelo  português. “No tempo da escola secundária, estudei francês, alemão e até  japonês”, diz. “Agora eu amo a língua portuguesa e nem consigo imaginar  estudar outra coisa qualquer.” Mitchell apaixonou-se também pela  cultura brasileira: “O que mais gosto na faculdade é da nossa Portuguese  &amp; Brazilian Society, uma confraria em que os estudantes do  departamento dos estudos lusófonos se encontram”, afirma o estudante.  “Organizamos eventos sociais. Às vezes, vamos aos bares ou restaurantes  brasileiros consumir umas caipirinhas e coxinhas e, aos domingos,  dançamos forró.” Mitchell já traçou seus planos para o futuro. Em 2011,  pretende passar um semestre em Belo Horizonte, estudando na Universidade  Federal de Minas Gerais (UFMG). “Sigo alguns jornalistas brasileiros no  Twitter e, às vezes, leio seus artigos em português para manter e  melhorar meu nível”, ele diz.</p>
<p>Hannah Mallinckrodt, 19  anos, colega de Mitchell no King’s, herdou do avô o gosto pelo Brasil.  “Ele mora em Belém do Pará e, no verão passado, fui lá para conhecer a  nova mulher dele. Adorei a comida, a música e o país de um modo geral.”  Hannah diz que aprendeu e adora dançar o forró e o brega. “Acho que o  Brasil é um país que tem muito a oferecer e, no futuro, decerto terá  muita influência no mundo.” Hannah segue notícias do Brasil por seu  iPod.</p>
<p>O exótico brasileiro  atrai até mesmo gente de cultura mais exótica ainda. É o caso da indiana  Amee Virani, 20 anos, da mesma turma: “Gosto de ver capoeira e aprender  a dançar samba. Gostaria de passar seis meses no Brasil, estudando e  viajando”, diz ela. “Também tenho um amigo bonitão em São Paulo que vou  visitar&#8221;</p>
<p>por Flávio de Carvalho Serpa</p>
<p>foto Erika Tambke</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cpbrazilblog.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cpbrazilblog.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cpbrazilblog.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cpbrazilblog.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cpbrazilblog.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cpbrazilblog.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cpbrazilblog.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cpbrazilblog.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cpbrazilblog.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cpbrazilblog.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cpbrazilblog.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cpbrazilblog.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cpbrazilblog.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cpbrazilblog.wordpress.com/86/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cpbrazilblog.wordpress.com&amp;blog=14000529&amp;post=86&amp;subd=cpbrazilblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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